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Mateus Ramos
da Silva
25 anos, casado, natural de Conceição do Coité, BA, a 200km de
Salvador, onde é vendedor na Lojas Insinuante.
Ôh, Glória! Quem trabalha com Mateus já
está acostumado: ele dá glórias a Deus por cada venda efetuada
e, também, por aquelas poucas que não acontecem. De sorriso sempre
aberto, fala extrovertida e com um entusiasmo inabalável, quem
o vê pode até pensar que nunca sofreu na vida. Mas engana-se.
Mateus é de família humilde e criado pelos avós. Trabalhou pesado,
desde a infância, sem nunca deixar de freqüentar a escola. Foi
catador de ossos de gado e gari da prefeitura. Tem certeza que
tudo isso só o deixou mais forte, mais preparado e com uma imensa
vontade de ser feliz. Feliz, como agora, que acaba de nascer seu
primeiro filho. Sim, muito feliz com a esposa. E mais feliz ainda
com a profissão e a premiação. Ôh, Glória!
Denise Andrietti Dutra
36 anos, divorciada, nascida em Brusque, SC, onde vive e trabalha
na Lojas Colombo.
Os prêmios vieram na hora certa: Denise
está reconstruindo a vida após uma separação que pôs fim ao casamento
de 18 anos. Com uma filha adolescente, vive sempre há mil por
hora entre o trabalho, a casa e a escola. Escola? Sim, Denise
voltou a estudar e quer concluir, em breve, o segundo grau. Firme
em seus propósitos, é batalhadora também nas vendas. Com 12 anos
de profissão, aprendeu tudo na prática. E nos livros, que adora
ler. Cozinheira das boas, está feliz com a renovada na cozinha.
Motivada, faz planos: quem sabe não consegue um carro numa futura
promoção?! Tomara.
Cláudio Costa Santana
51 anos, casado, nascido em Montes Claros, MG.
Vive em São Paulo, desde 1970, e trabalha na Eletro.
Calmo e observador, como todo bom mineiro,
Cláudio é um experiente vendedor, com mais de 30 anos de profissão.
Já passou por muitas e boas, e poucas coisas o tiram do sério,
só mesmo falta de educação. Atencioso e perspicaz, sabe só de
olhar, o que o cliente vai levar. Com uma família grande, 4 filhos,
trabalha muito para manter todo mundo estudando. Caseiro, gosta
mesmo é de ouvir um sambinha para relaxar. De olho na saúde, tem
feito caminhadas de 40 minutos todas as manhãs. Sente-se orgulhoso
com a premiação. E recompensado, assim como na profissão, afinal,
foi através dela que construiu tudo o que tem: casa e família.
O que mais há de querer? Coisa boa, trem!
Maria do Socorro Sandes Lemos
31 anos, casada, baiana de Paulo Afonso. Desde os 14 anos vive
em
Arapiraca, AL, onde é vendedora na Lojas Maia.
Formada em Biologia, Maria do Socorro nunca
exerceu a profissão: o salário de professora não foi muito animador.
Sensível e firme, uma verdadeira mãezona, vive se envolvendo com
os problemas dos colegas, dando conselhos, defendendo e partindo
para a briga, sempre do lado dos mais “fracos e oprimidos”. Também
pudera, é a sétima de uma família de 13 irmãos! Por esse seu jeito
de saber lidar com as pessoas é que foi convidada a mudar do crediário
para o departamento de vendas, há um ano e meio. Achou ótimo!
Seu sonho é continuar crescendo, na profissão e no casamento.
Os planos estão dando certo: mãe de uma menina de quase três anos,
Socorro está grávida do segundo filho. E como vendedora, bem,
nem é preciso comentar...
Carlos Roberto Benbow Veas
25 anos, solteiro, chileno de Chuquicamata, com 14 anos de Brasil.
Trabalha, há dois anos, no televendas do Fast Shop, em Osasco,
na Grande São Paulo.
Com um leve sotaque, Carlos, não faz economia
no falar. Afinal, a fala é seu maior instrumento de vendas. Além
de conversar, gosta muito de artes plásticas, desenho, pintura
e escultura em isopor, um hobby que lhe rende alguns extras. Música
também é outra paixão: toca violão. Criativo ele é até na cozinha,
para onde gosta de ir, de vez em quando, inventar alguma coisa.
Despreendido, não importa em ceder ou dividir o que é seu. Vive
com os pais e mais dois irmãos, uma irmã e ainda, dois sobrinhos,
de 6 e 3 anos, dos quais cuida como se fossem filhos. Seu sonho
é ir para a faculdade, talvez de marketing, publicidade ou comércio
e investir na profissão. Um dia pensou em ser arquiteto, mas isso
ficou para trás, assim como a idéia de voltar a viver no Chile.
Agradecido ao Brasil, por tudo o que conseguiu, diz não poder
ir embora... O Chile, agora, só em férias.
©LuaC/Multibras
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